Para mim, a escrita é um refúgio... Quando lemos um livro, podemos viajar por lugares dispersos, conhecer personagens diferentes, algumas parecidas connosco, outras, completamente opostas! Podemos até, viver sonhos que não são os nossos, sentir os cheiros, viver aventuras.... Quando escrevo, desabafo, digo o que me vai na alma, de forma genuína e simples!Devo confessar, que estes últimos dias, o que me vai na alma não é assim um sentimento muito bom... Sinto-me frustrada, com um grande desalento e com uma enorme vontade de gritar, que não concordo com o que me estão a fazer! Porquê, se nós até nos empenhamos nos nossos trabalhos, adoramos aquilo que fazemos, somos honestos...
Estou a tentar criar a minha família o melhor que posso, mas cada vez mais vejo, que não vale a pena sonhar... Sim, já tive alguns sonhos (aumentar a família, para isso precisava de conseguir mudar de casa, ter um carro maior, para levar essa grande família, progredir no meu emprego...).
Agora, já só quero conseguir viver o dia a dia... Quero poder ver os outros de quem gosto, não se afundarem completamente, em dívidas, em tristezas, em desespero...
Dou a maior força a quem consegue recomeçar a vida noutros países, porque aqui, de momento e penso que durante muitos anos, vamos batalhar e nunca veremos sinais do nosso esforço! Pena é, que os nossos jovens empreendedores, alentos de trabalho, tenham de se afastar das suas famílas para lhes darem valor...Tenho ainda mais pena, dos pais desses jovens, que vêem os filhos a escorregarem-lhes entre as mãos e nada poderem fazer... Tenho pena, de quem tem competências e desejo de frequentar um ensino superior e não pode, porque aqui, a educação não é mesmo nada gratuita e para todos...
Vamos ficar um país velho, sem natalidade, sem vontade de sorrir...
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